Individual
Tea Marcelo
Dados Pessoais
E-mail Público: marcellotea@gmail.com
Descrição
Educadora | Pesquisadora | Produtora CulturalGestão de Projetos Culturais (Literatura, Audiovisual, Design & Educação Crítica)
De onde eu vim não tinha nada
Não tinha rua e nem estrada
Só tinha o sonho de seguir
O sonho que me fez partir
Eu fui p'ra longe de minha terra
Busquei afago nesta quimera
Fui sonhador, sem mesmo esmero
Eu via o fogo 'té em excesso
Eu vi meu sangue se derramando
Eu vi o sonho se transformando
Eu vi m'ia dor e fui rimando
Armando o sonho de sonhar
Tem fogo dentro, tem fogo fora
Tem dia que peço, mas dou esmola
Armado soo a minha história
De rima dor, sem ter escola
Não tinha estrada, mas eu passei
Não tinha teto e eu criei
Fui a escola, comi da escola
Vivi escola e até sonhei
Ser sonhador e estudar
Minha família acalentar
Fui o primeiro, abri caminho
Eu vim sozinho, mas vou voltar
Eu quero teto p'ra me abrigar
Quero comida p'ra saciar
Não é esmola, quero uma escola
Amarelinha p'ra nóiz sonhá
(NÃO É ESMOLA, Tea Marcelo)
Tea Marcelo é educadora, pesquisadora, poeta, produtora cultural e cineclubista. Há mais de 10 anos atua na interseção entre arte, educação e cultura, desenvolvendo projetos que conectam literatura, audiovisual, design e educação crítica.
Graduada em Letras — Português, Espanhol e suas Literaturas pela Universidade Federal do Ceará, constrói sua trajetória a partir da criação de metodologias formativas interseccionais, com foco em narrativas plurais e processos coletivos.
Sua prática de pesquisa se concentra nas culturas negras, na educação crítica e em metodologias decoloniais. Atua na construção de repertórios culturais, na criação de materiais pedagógicos e no desenvolvimento de processos que articulam investigação acadêmica, saberes populares e práticas artísticas.
É cofundadora e coordenadora geral do Cine Descoberta (2017–atual), cineclube itinerante voltado à formação crítica e à ampliação do acesso ao audiovisual no Ceará. O projeto já realizou mais de 50 sessões gratuitas em cinco cidades, alcançando mais de 3.000 pessoas, com mediação pedagógica, curadoria voltada a produções indígenas e debates que aproximam cinema, memória e território.
Também é idealizadora do projeto Re-conhecendo as Literaturas Negro-Brasilianas (2019–atual), iniciativa formativa voltada à valorização de produções negras e à revisão do ensino de literatura a partir de práticas coletivas e críticas. O projeto já circulou por escolas, universidades e espaços culturais, formando participantes e multiplicadores, além de gerar materiais pedagógicos autorais.
No campo da experimentação audiovisual, criou e dirigiu falar-pensar pretuguês: movimentos e presenças negro-brasilianas no Siará (2022–2023), obra imersiva apresentada no Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS-CE). O trabalho articula som, imagem e oralidade na construção de uma narrativa sensorial sobre memória e presença negra no território cearense.
Como produtora executiva e coordenadora geral da Semana de Moda MONEGRIN (2024–2025), idealizou um evento voltado à moda decolonial e à cultura urbana, consolidando uma plataforma de formação e visibilidade para criadores negros, indígenas e periféricos. Em duas edições, o projeto reuniu milhares de pessoas, promoveu ações formativas e articulou redes entre artistas, públicos e instituições.
Atualmente, atua como Coordenadora de Produção Cultural na KUYA — Centro de Design do Ceará, onde desenvolve e articula programações que integram arte, design, memória e formação, em diálogo com artistas, comunidades e instituições culturais.
Vídeos
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Cine Descoberta
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#Debate | Sessão "Siará, Terra Indígena"
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O AUDIOVISUAL COMO FERRAMENTA EDUCACIONAL | DESCUBRA-NOS PODCAST #1
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live 01: caminhos possíveis para o ensino de literaturas de autoria negra
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live 02: a criação de jogos e o re-conhecimento das memórias negro-brasilianas
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Cine Descoberta nas escolas
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SEMANA DE MODA MONEGRIN - EDIÇÃO 2024
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Literaturas negras cearenses - Rádio Debate
